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“Infância é o tempo de acreditar que a gente pode voar. Ser adulto é acreditar que somente o tempo voa”. Lucas Os homens podem voar sim. Há muito existem os aviões, os pára-quedas, as asa-deltas... Há mais tempo ainda existem as estrelas, o céu, o mar, o amor. Lucas e sua turma voam. Voam e nos carregam em suas asas. Vôos rasantes, perigosos, leves, soltos, divertidos, sérios, delicados, sublimes, repentinos, existenciais. Lucas é a criança que não quer calar. Provoca a fala, o diálogo, a reflexão. Instiga nossa mente ao que há de mais óbvio. Faz questão de nos lembrar que podemos crescer e continuar os mesmos. A mesmice, nesse caso, não significa estagnação, ao contrário, simboliza a manutenção do prazer que todos nós um dia tivemos frente ao mundo que se nos apresentava. Viver, no princípio, era uma grande aventura e deve continuar sendo. Acompanhar as idéias de Lucas é tomar emprestadas as asas dessa criança. Ele e sua turma nos permitem, frente a nossa rotina frenética de sérias e inadiáveis ocupações, parar um pouco e dar importância ao que é importante. Ler Fala Menino! aproxima pais e filhos. Leio Lucas e me percebo nele, enxergo minhas filhas, meus alunos, meus amigos. Lucas não fala. Não apenas não fala. Ele vai além. Voa. Voa alto. Estende-nos seus braços abertos e nos convida a sermos criança novamente.
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